Parte IQuarta-feira - 6 horas. Ela chega à aula de guitarra, cansada, depois de um dia extenuante. Só deseja uma coisa, uma coisa para fazer o seu dia ficar um bocadinho suportável: vê-lo. 'Mas porque é que ele chega sempre tão tarde?' pergunta-se ela a si mesma. Tenta afastar estes pensamentos da cabeça, enquanto se instala no seu lugar e tira o material para fora da mala. 'Concentra-te, agora é tempo de trabalhar'. A aula decorre normalmente, sem novidades nem acontecimentos relevantes ou acidentes pelo meio. Mesmo já concentrada no seu trabalho, não consegue não pensar 'Será que ele vem?'. 7 horas, raios como o tempo passa rápido! E nada de rapaz da guitarra. Ela começa a perder a esperança. Passam 15 minutos, meia-hora... e, depois de vários alunos a entrar e a sair, eis que ele aparece. Finalmente. Entra na sala com um sorriso desengonçado nos lábios e ela corresponde a esse sorriso discretamente, apesar de não ser dirigido especialmente para ela. Ele vai-se rapidamente sentar no único lugar disponível, à frente dela. Ela observa-o, fascinada. Tira rapidamente as coisas e começa a tocar. 'Céus, tocas tão bem. Quem me dera tocar assim!' pensa ela. Aquele cabelo loiro estilo surfista tapa-lhe a cara mas de vez em quando conseguem-se ver os seus olhos lindos e límpidos, nos breves momentos em que ele os cruza com os dela. O ar concentrado dele, até isso é adorável! De vez em quando, trocando conversas com outros colegas, ele sorria muito e ria-se até. Ela... ela apenas fingia estar concentrada e olhava para a pauta porque estava à sua frente... e ele também. Sorria timidamente por detrás dos papéis, nervosa. Desde que ele tinha entrado naquela sala que ela não se conseguia comportar de outra maneira. De repente, olhou para o relógio e sobressaltou-se - 8 horas! 'Merda, hora de jantar. Tenho mesmo que ir para casa, logo agora!' . Não podia esperar nem demorar-se mais, já tinha feito tempo para o ver, esperado por ele e visto-o. Isso chegava. - Stor, tenho que ir agora. Posso sair? - Claro, já estiveste cá bastante tempo hoje. Bom trabalho. - Obrigada. Até quarta! Com as coisas arrumadas, encaminhou-se para a porta. Passou por ele e ambos olharam-se. Mas desta vez não foi um olhar qualquer, foi um olhar intenso, muito intenso. Ela olhou-o para o ver uma última vez (via-o somente uma vez por semana logo tinha que aproveitar), ele olhou-a como se fosse uma maneira de se despedir.
Um 'Até breve'.


muito obrigada inês, a sério *.*
ResponderEliminarbeijinho «3
Não sei; mas se já, agradeço outra vez. :D
ResponderEliminarPodes crer. Agora... tudo se resume a bens materiais.
ResponderEliminarBeijinho e obrigado ~~
Gostei da história... Estás histórias assim arrepiam-me :$
ResponderEliminarQuanto mais, quando me dizem que são verdadeiras. Não sei se é o caso, mas está linda. (:
Parabéns ~~
adorei ines!
ResponderEliminarAmei *-*
ResponderEliminarYOU GOT TO BE KIDDING ME!
ResponderEliminaragora já és tu e o loiro?
mas sim o gajo fascina! ahaha
tirando aqueles tiques por causa da franja!
olhar intenso? tens q me contar isso gurl!
JEFF BUCKLEY <33
Bem bonito.
ResponderEliminargostei mesmo *-*
ResponderEliminarora portanto, a história inicial tu já conheces - do pseudo-triângulo-amoroso. vai-se a ver que a rapariga que também fazia parte desse triângulo (que é a minha melhor amiga) foi e é a pessoa que mais me ajuda no meio disto tudo. acontece que, sexta feira, dia 16, eu pedi ao joão um abraço, que completamente normal em nós, já faz(ia) parte do nosso dia a dia e da nossa amizade. desde então já vão quase duas semanas, só pra veres ao tempo que já não falo om ele. mas nessa sexta feira quando o fiz, ele reagiu de uma maneira completamente anormal, e pôs-me o braço á volta dos ombros, tipo, durante 2 segundos e deu-me umas palmadinhas estúpidas no ombro, como se eu tivesse um retardanço qualquer no cérebro. achei isso bué estranho e disse mesmo pra mim: ‘alto lá, que o moço tássa passar!’. passou-se o fim de semana e a segunda feira que foi greve, e não falei com ele uma única vez em três dias, e na terça feira, eu saí da aula de desenho ás 10h e fui lá para fora da escola pra ir fumar um cigarro, como já é hábito, demoro 10min., e quando vou a caminhar em direcção ao portão da escola, vejo-o a ele de mãos dadas a uma gaja (que eu por sinal não gosto, mas não é d’agora, já é dos três anos em que eu ando naquela escola e que desde o primeiro dia de aulas que ela me começou a olhar de lado) e a beijá-la. é pa, cai-me tudo, tás a ver? fico toda cega, cheguei mesmo a ver tudo em branco, tive mesmo que parar e voltar pra trás pra fumar outro cigarro pra sossegar um bocado. entretanto fumei (e estava com a minha melhor amiga, a catatina/tecas) e quando távamos a ir pra dentro eu só digo isto durante o percurso todo para o ginásio: ‘ó tecas, eu não tou bem. eu não tou bem, tira-me daqui. eu tenho que me sentar’. fui cinco minutos, que é o tempo que leva a chegar ao ginásio, desde o portão até lá abaixo ao pavilhão sempre a dizer isto, mesmo em choque. chego á aula, que não fiz porque tava doente, portanto sento-me lá, á beira da tecas que também não fazia aula. tiro o casaco, estendo-o em cima das pernas e tiro o mp3 do bolso, ligo-o nas alturas e desligo por completo do pessoal á minha volta. entretanto canso-me de ouvir música, levanto os olhos do casaco e olho prá minha frente e zimba, tá lá ele a mexer na porra do cabelo (passo-me quando ele faz isso). a tecas abraça-me pra me distrair e começa-me a contar a noite de sábado á noite, a bebedeira que ela apanhou e etc. o que é certo, é que eu não me consegui manter atenta ao que ela tava a dizer. resultou nos primeiros cinco minutos e depois ela falava e eu só abanava com a cabeça pra ‘fingir’ que tava ali a ouvir. ele veio á minha beira várias vezes, numa tentativa de falar comigo mas eu respirava sempre fundo, porque pá, não conseguia mesmo tar á beira dele, começava toda a tremer das mãos e ficava com a respiração ofegante. e a aula passou. fomos lá fora da escola fumar outra vez porque eu tava toda stressada e cheguei mesmo a chorar. fomos almoçar e comecei a esquecer a situação, tanto que fiquei mocada e fui prás aulas da tarde gozar com a cara dos professores e mandar indirectas e cortes para ele. de noite foi do piorio porque até enquanto tava a tomar banho chorei. e depois para adormecer foi encharcar primeiro a almofada e depois entrar em coma. e desde esse dia (que vai fazer amanhã uma semana certinha) que não falo com ele, nem bom dia, nem olá, nada mesmo. ele só tem o descernimento de olhar para mim para ver se eu abro o bico, mas como me sabe bem mandar cortes, olho para ele e viro-lhe a cara. sexta feira passada, na aula de inglês que ele fica á minha beira, só me agradeceu porque eu lhe dei a resposta para um exercicio. e eu nem disse ‘de nada’, virei a cara e acenti que sim com a cabeça.
ResponderEliminare agora é como eu tenho dito ás pessoas que me têm ‘acompanhado’: se fosse uma situação de distância, em que ele estava lá e eu cá, pá, já tava mais que esquecido. mas como é uma coisa diária, em que tenho que olhar pró focinho dele todos os santos dias, que tenho que me sentar á beira dele nas aulas todas, e que tenho que ‘sofrer’ os toques dele, quando ele me toca sem querer ao tirar o casaco, ou quando deixa cair o lápis e pousa a cabeça no meu colo, quando ele mexe na porra do cabelo, quando respira até, eu não consigo apagar a porra da imagem dele da cabeça. e aínda hoje pressenciei duas cenas de lambidela, que nem os cigarros que tava a fumar momentaneamente consegui acabar.
olha, enfim, acho que já me estiquei bués xD mas pelo menos tá tudinho aqui, como prometido :)
obrigada por tudo inês, mesmo «3
(e se faltarem letras aí pelo meio, é do meu teclado que tem migalhas de bolachas armazenadas e não deixa carregar em condições, como de costume xD)
e btw, este texto tá tão fofinho *.*
calei-me ^.^
Estou a gostar da história.
ResponderEliminarcontinuaaa :D
*-* a foto, jeff buckley awww
amo amo amo *-*